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2009 08 (Agosto)
NOVO PARADIGMA: União poda 87% do orçamento do Vale (Santa) - Postado em 26/08/2009 às 10:32

Quando trouxe parte do séquito presidencial a Itajaí, em 12 de dezembro de 2008, Nosso Guia disse, a certa altura, que, a partir da experiência do desastre de novembro, estava se criando um novo paradigma para enfrentamento de catástrofes.

Nove meses depois, descobre-se que, ou a gestação do "novo paradigma" foi meramente psicológica, ou pariu um natimorto:
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União poda 87% do orçamento do Vale

Ministério da Integração Nacional passa a tesoura em R$ 50 milhões destinados à prevenção a desastres

 

A redução de gastos do governo federal penalizou Santa Catarina. O Estado, que ainda sofre com os prejuízos das chuvas do ano passado, perdeu R$ 160 milhões destinados por meio de emendas parlamentares. O Vale perdeu 85,8 milhões, o que representa 87% dos R$ 98,2 milhões previstos em quatro emendas ao Orçamento da União: o anel viário de Gaspar, a ponte entre Itajaí e Navegantes e a duplicação da BR-470 no trecho do Alto Vale tiveram restrições profundas de orçamento. O valor para obras preventivas a desastres, que era de R$ 50 milhões, foi zerado pelo Ministério da Integração Nacional.

A redução foi confirmada por um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 11 de agosto. Apenas ontem, contudo, a informação chegou ao conhecimento da bancada catarinense. As emendas dos parlamentares catarinenses sofreram um corte de mais de 50% – acima da média nacional, de 25%. O Rio Grande do Sul, por exemplo, perdeu 17,4% do previsto.

– O governo está penalizando Santa Catarina. Nem nos recuperamos das chuvas do ano passado e nos cortam toda a verba para obras preventivas. E se vierem mais chuvas fortes? – reagiu o deputado Paulo Bornhausen (DEM).

Uma reunião emergencial do Fórum Parlamentar Catarinense foi convocada para hoje.

– Não vamos aceitar pacificamente esse corte. Temos obras prioritárias que precisam ser mantidas – comentou o presidente do fórum, deputado Gervásio Silva (PSDB).

Cobrada pelos colegas de bancada, a líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT), evitou se manifestar. Por meio da assessoria, disse que não estava inteirada sobre o assunto. O vice-governador do Estado, Leonel Pavan, que estava no Congresso na tarde de ontem, demonstrou surpresa ao ser informado do montante cortado:

– Sabíamos que haveria perdas, mas nunca imaginaríamos que fosse tanto. Santa Catarina está sendo renegada pelo governo federal.

O governador Luiz Henrique da Silveira, que estará em Brasília para acompanhar a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as obras no Porto de Itajaí, deverá pedir audiência com o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, para cobrar explicações.

O presidente da Associação Empresarial de Blumenau (Acib), Ronaldo Baumgarten Junior, não escondeu a decepção com a notícia:

– Isso reitera a falta de interesse da União para com o Vale do Itajaí. SC está sendo penalizada.

iara.lemos@gruporbs.com.br

IARA LEMOS


Vale a lembrança... - Postado em 24/08/2009 às 20:59

ALEXANDRE DA ROCHA

Reproduzimos neste blog o que foi escrito a respeito do porto de Itajaí (referente ao ano de 2007) no estudo Portos Brasileiros 2009: Ranking, Área de Influência, Porte e Valor Agregado Médio dos Produtos Movimentados, do IPEA.

É para que não se esqueça o que o porto de Itajaí conseguiu uma vez -- e pode conseguir de novo.

É um porto regional (tabela A.6), classificado como de grande porte (tabela A.1). Em 2007, ele serviu a 22 estados da federação (tabela A.1), dentre os quais os estados de Santa Catarina (US$ 6,07 bilhões e 60,2% do comércio exterior do estado) e Mato Grosso do Sul (US$ 117,66 milhões e 10,8%), na sua hinterlândia primária; os estados do Paraná (US$ 742,53 milhões), Rio Grande do Sul (US$ 508,48 milhões) e São Paulo (US$ 221,63 milhões) na sua hinterlândia secundária; e os estados do Acre e de Rondônia, como hinterlândia terciária, movimentando 59,5% e 19,7% de seus comércios internacionais, respectivamente (tabela A.2). 

O porto de Itajaí ocupa a quarta posição no ranking dos portos brasileiros (tabela A.7).

Quatorze setores de atividade utilizaram-se desse porto, com destaque para quatro deles: agroindústria e madeira (US$ 3,60 bilhões); indústria mecânica (US$ 933,97 milhões);eletroeletrônica (US$ 614,04 milhões); e indústria têxtil (US$ 503,39 milhões), que concentraram a movimentação de mercadorias de comércio exterior do porto (tabela A.3).

Trata-se do segundo porto brasileiro em termos de valor agregado médio dos produtos movimentados, com US$ 1.847,97/t, em 2007 (tabela A.4).

O porto de Itajaí tem sua importância concentrada nos movimentos de exportações, que responderam por US$ 5,75 bilhões em 2007, superando as importações em mais de US$ 3,5 bilhões. Com uma pauta bastante diversificada, este porto registrou, em 2007, 43 produtos exportados com valores superiores a R$ 10 milhões. Destes, carne e miudezas de aves (frango) registrou valor superior a US$ 1 bilhão (US$ 1,39 bilhão), dos quais mais de 77% com origem em Santa Catarina. Outros dez produtos exportados através de Itajaí movimentaram cifras superiores a US$ 100,0 milhões, dentre os quais podemos destacar carne suína (US$ 574,12 milhões); outras preparações e conservas de carne, miudezas ou de sangue (US$ 361,65 milhões); tabaco não manufaturado (US$ 343,68 milhões); carne bovina congelada (US$ 331,59 milhões), todos com movimentações superiores a US$ 300,0 milhões.

No tocante às importações, o porto de Itajaí movimentou, em 2007, 43 produtos que apresentaram movimentação acima de US$ 10,0 milhões, dos quais quatro superaram os US$ 50,0 milhões: fios de filamentos sintéticos (US$ 96,44 milhões); fios de fibras artificiais descontínuas (US$ 91,19 milhões); fios de fibras sintéticas descontínuas (US$ 89,07 milhões); e aquecedores elétricos de água (US$ 70,36 milhões).

O porto de Itajaí sofreu enorme expansão entre os anos de 2003 e 2007 e seu valor nominal movimentado mais que dobrou. Sua área de influência foi ampliada em mais dois estados, sendo o Mato Grosso do Sul, como hinterlândia primária, e Rondônia, como hinterlândia terciária. Os produtos exportados com movimentações acima de US$ 10,0 milhões passaram de 33 ao todo, em 2003, para 43 produtos em 2007, enquanto as importações passaram de apenas três produtos, com valores acima de US$ 10,0 milhões, para também 43 produtos, fazendo-o subir da categoria de médio para a de porto de grande porte.



Para quem gosta de fotos de navios - Postado em 24/08/2009 às 20:03

Se você curte fotos de navios, seja de que tipo for, então o Vesseltracker pode ser uma opção interessante, com o bônus de poder acompanhar seus movimentos pelo mundo através de informações do AIS.

As fotos dos dois posts anteriores, sobre navios VLCS e ULCS, foram tiradas de lá.

Caso haja interesse, é possível abrir uma conta gratuita e botar Itajaí no mapa do Vesseltracker!



Os maiores navios conteineiros do mundo - Postado em 24/08/2009 às 19:28

Gudrun Maersk (10.150 TEUs, 367 m de comprimento, 43 me de boca) Gudrun Maersk (10.150 TEUs, 367 m de comprimento, 43 me de boca)

ALEXANDRE DA ROCHA

Durante a pesquisa sobre o post Efeito Cascata, descobrimos na Wikipédia a lista dos maiores navios conteineiros do planeta.

Veja a lista completa aqui.

Algumas curiosidades:

  1. Quase todos os navios pertencem aos anos 2000, com exceção de dez, de propriedade da dinamarquesa Maersk.
  2. O primeiro navio conteineiro que hoje classificamos como VLCS (Very Large Container Ships, navios com mais de 8.000 TEUS de capacidade) entrou em serviço em 1997 e seu nome é Sovereign Maersk, pioneiro do que ficou conhecido como S-class.
  3. O primeiro navio que hoje se classifica como ULCS (Ultra Large Container Ships), o Gudrun Maersk, tem capacidade para 10.150 TEUs e começou a navegar em 2005.
  4. Desde o início da era VLCS/ULCS, a Maersk é que tem estabelecido os novos limites de tamanho.

 Descubra mais! Veja a lista completa aqui.



Efeito cascata - Postado em 24/08/2009 às 18:51

OOCL Shenzhen (8.063 TEUs, 323 m de comprimento, 43 metros de boca) OOCL Shenzhen (8.063 TEUs, 323 m de comprimento, 43 metros de boca)

A sociedade classificadora norueguesa Det Norske Veritas publicou em julho a segunda edição anual de sua publicação DNV Container Ship Update.

Entre os artigos, um, denominado Cascading (Efeito Cascata, numa tradução livre), chama a atenção por ao menos dois motivos -- a visão do autor para a redistribuição da frota de navios porta-contentores e a citação de Navegantes como um dos portos capazes de receber navios conteineiros de 8.000 TEUs.

PARA SABER MAIS

Leia a matéria completa (em inglês) em http://www.dnv.com/industry/maritime/publicationsanddownloads/publications/dnvcontainershipupdate/2009/02/Cascading.asp



 
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