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Transporte marítimo de contêineres: links interessantes
- Postado em 02/09/2009 às 23:47
Escrever sobre transporte marítimo exige, entre outras coisas, um trabalho sério de pesquisa, se não queremos escrever "achismos" e desejos travestidos de opiniões.
Como sabemos que o acesso a informações sobre transporte de contêineres por mar está muito espalhada e há bastante interesse pelo assunto na região, decidimos reunir alguns dos links (gratuitos, quase todos em inglês) que mais usamos.
- http://www.axs-alphaliner.com/top100/index.php: o site oferece estatísticas detalhadas, semana a semana, sobre a situação da frota de conteineiros do planeta. Lá você descobre, por exemplo, que nada menos de 87,5% da frota da CSAV, armadora número 16 do mundo e maior da América Latina, é afretada.
- http://cargolaw.com/index-new.html: aqui é possível ter acesso a histórias e fotos de diversos acidentes, a maioria de navegação. Muitos impressionam, mas um, que acabou de fazer 30 anos, é espetacular -- confira em http://cargolaw.com/2002nightmare_towboat.html.
- http://www.datamar.com.br/Home.aspx: a consultora carioca oferece diversos serviços em sua página, a maioria pagos. Mas vale a pena fazer uma assinatura grátis da DatamarWeek, ainda que seja em inglês.
- http://shipssantos.blogspot.com/: reúne fotos de inúmeros navios que transitaram ou transitam pelo maior porto da América Latina.
- http://www.equasis.org: sistema de informações de segurança sobre navios de todo o mundo, operado pela Comissão Europeia e pela Autoridade Marítima de França. Após cadastrado, o usuário pode ter acesso a dados fundamentais de praticamente qualquer navio, desde que saiba seu nome ou número de identificação.
OPINIÃO: A coisa e seu contrário
- Postado em 02/09/2009 às 10:55
Nos últimos dois anos, o Centro Nacional de Navegação tem se dedicado a questionar e até atacar o sistema de praticagem brasileiro, com o fim de fazer prevalecer os interesses particulares de associados seus às custas do público.
Nesta cruzada, o diretor-executivo da entidade, Elias Gedeon, tem feito inúmeras "referências" a um relatório do Centro de Estudos em Gestão Naval (CEGN) sobre os serviços de praticagem brasileiros -- como se fosse pregador de alguma sorte de boa nova...
Interessante, portanto, que o Sr. Gedeon decida não apenas ignorar mas também se insurgir contra o pensamento do CEGN a respeito da escala única no serviço de praticagem, sob o pretexto de que a prática da escala única imporia ônus adicionais à movimentação de navios em portos brasileiros.
(Verdadeiramente impressionante a capacidade do Centronave de reduzir toda e qualquer discussão sobre o transporte marítimo a expressões monetárias...)
A escala única só existe nas Zonas de Praticagem onde existe mais de uma entidade de praticagem, como ocorre no Ceará, palco de discussão judicial sobre o tema. impede que um regime de concorrência se desenvolva [entre as associações] e ainda mantém altas taxas de utilização dos mesmos ativos, além de melhorar a coordenação e fiscalização do serviço pela autoridade marítima", concluem os autores na mesma página 18.
Os autores do relatório do CEGN, produzido por sugestão da Secretaria Especial de Portos, observam, à página 18, que os sistemas de monopólio regulado -- caso do Brasil -- só admitem que mais de uma associação preste o serviço numa mesma área se a escala de trabalho for comum para as associações e dividir os serviços entre elas.
O motivo para isto é que a escala única, segundo o CEGN, impede que um regime de concorrência se desenvolva e ainda mantém altas taxas de utilização dos mesmos ativos, alem de melhorar a coordenação e fiscalização do serviço pela autoridade marítima.Cabe agora o Centronave explicar o porquê da omissão desta "verdade inconveniente" em relação a um estudo que usam como arma na sua luta para obter ainda mais vantagens em desfavor do interesse coletivo.
NOVO PARADIGMA: União poda 87% do orçamento do Vale (Santa)
- Postado em 26/08/2009 às 10:32
Quando trouxe parte do séquito presidencial a Itajaí, em 12 de dezembro de 2008, Nosso Guia disse, a certa altura, que, a partir da experiência do desastre de novembro, estava se criando um novo paradigma para enfrentamento de catástrofes.
Nove meses depois, descobre-se que, ou a gestação do "novo paradigma" foi meramente psicológica, ou pariu um natimorto:
Ministério da Integração Nacional passa a tesoura em R$ 50 milhões destinados à prevenção a desastres
A redução de gastos do governo federal penalizou Santa Catarina. O Estado, que ainda sofre com os prejuízos das chuvas do ano passado, perdeu R$ 160 milhões destinados por meio de emendas parlamentares. O Vale perdeu 85,8 milhões, o que representa 87% dos R$ 98,2 milhões previstos em quatro emendas ao Orçamento da União: o anel viário de Gaspar, a ponte entre Itajaí e Navegantes e a duplicação da BR-470 no trecho do Alto Vale tiveram restrições profundas de orçamento. O valor para obras preventivas a desastres, que era de R$ 50 milhões, foi zerado pelo Ministério da Integração Nacional.
A redução foi confirmada por um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 11 de agosto. Apenas ontem, contudo, a informação chegou ao conhecimento da bancada catarinense. As emendas dos parlamentares catarinenses sofreram um corte de mais de 50% – acima da média nacional, de 25%. O Rio Grande do Sul, por exemplo, perdeu 17,4% do previsto.
– O governo está penalizando Santa Catarina. Nem nos recuperamos das chuvas do ano passado e nos cortam toda a verba para obras preventivas. E se vierem mais chuvas fortes? – reagiu o deputado Paulo Bornhausen (DEM).
Uma reunião emergencial do Fórum Parlamentar Catarinense foi convocada para hoje.
– Não vamos aceitar pacificamente esse corte. Temos obras prioritárias que precisam ser mantidas – comentou o presidente do fórum, deputado Gervásio Silva (PSDB).
Cobrada pelos colegas de bancada, a líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT), evitou se manifestar. Por meio da assessoria, disse que não estava inteirada sobre o assunto. O vice-governador do Estado, Leonel Pavan, que estava no Congresso na tarde de ontem, demonstrou surpresa ao ser informado do montante cortado:
– Sabíamos que haveria perdas, mas nunca imaginaríamos que fosse tanto. Santa Catarina está sendo renegada pelo governo federal.
O governador Luiz Henrique da Silveira, que estará em Brasília para acompanhar a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as obras no Porto de Itajaí, deverá pedir audiência com o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, para cobrar explicações.
O presidente da Associação Empresarial de Blumenau (Acib), Ronaldo Baumgarten Junior, não escondeu a decepção com a notícia:
– Isso reitera a falta de interesse da União para com o Vale do Itajaí. SC está sendo penalizada.
iara.lemos@gruporbs.com.br
IARA LEMOS
Vale a lembrança...
- Postado em 24/08/2009 às 20:59
ALEXANDRE DA ROCHA
Reproduzimos neste blog o que foi escrito a respeito do porto de Itajaí (referente ao ano de 2007) no estudo Portos Brasileiros 2009: Ranking, Área de Influência, Porte e Valor Agregado Médio dos Produtos Movimentados, do IPEA.
É para que não se esqueça o que o porto de Itajaí conseguiu uma vez -- e pode conseguir de novo.
É um porto regional (tabela A.6), classificado como de grande porte (tabela A.1). Em 2007, ele serviu a 22 estados da federação (tabela A.1), dentre os quais os estados de Santa Catarina (US$ 6,07 bilhões e 60,2% do comércio exterior do estado) e Mato Grosso do Sul (US$ 117,66 milhões e 10,8%), na sua hinterlândia primária; os estados do Paraná (US$ 742,53 milhões), Rio Grande do Sul (US$ 508,48 milhões) e São Paulo (US$ 221,63 milhões) na sua hinterlândia secundária; e os estados do Acre e de Rondônia, como hinterlândia terciária, movimentando 59,5% e 19,7% de seus comércios internacionais, respectivamente (tabela A.2).
O porto de Itajaí ocupa a quarta posição no ranking dos portos brasileiros (tabela A.7).
Quatorze setores de atividade utilizaram-se desse porto, com destaque para quatro deles: agroindústria e madeira (US$ 3,60 bilhões); indústria mecânica (US$ 933,97 milhões);eletroeletrônica (US$ 614,04 milhões); e indústria têxtil (US$ 503,39 milhões), que concentraram a movimentação de mercadorias de comércio exterior do porto (tabela A.3).
Trata-se do segundo porto brasileiro em termos de valor agregado médio dos produtos movimentados, com US$ 1.847,97/t, em 2007 (tabela A.4).
O porto de Itajaí tem sua importância concentrada nos movimentos de exportações, que responderam por US$ 5,75 bilhões em 2007, superando as importações em mais de US$ 3,5 bilhões. Com uma pauta bastante diversificada, este porto registrou, em 2007, 43 produtos exportados com valores superiores a R$ 10 milhões. Destes, carne e miudezas de aves (frango) registrou valor superior a US$ 1 bilhão (US$ 1,39 bilhão), dos quais mais de 77% com origem em Santa Catarina. Outros dez produtos exportados através de Itajaí movimentaram cifras superiores a US$ 100,0 milhões, dentre os quais podemos destacar carne suína (US$ 574,12 milhões); outras preparações e conservas de carne, miudezas ou de sangue (US$ 361,65 milhões); tabaco não manufaturado (US$ 343,68 milhões); carne bovina congelada (US$ 331,59 milhões), todos com movimentações superiores a US$ 300,0 milhões.
No tocante às importações, o porto de Itajaí movimentou, em 2007, 43 produtos que apresentaram movimentação acima de US$ 10,0 milhões, dos quais quatro superaram os US$ 50,0 milhões: fios de filamentos sintéticos (US$ 96,44 milhões); fios de fibras artificiais descontínuas (US$ 91,19 milhões); fios de fibras sintéticas descontínuas (US$ 89,07 milhões); e aquecedores elétricos de água (US$ 70,36 milhões).
O porto de Itajaí sofreu enorme expansão entre os anos de 2003 e 2007 e seu valor nominal movimentado mais que dobrou. Sua área de influência foi ampliada em mais dois estados, sendo o Mato Grosso do Sul, como hinterlândia primária, e Rondônia, como hinterlândia terciária. Os produtos exportados com movimentações acima de US$ 10,0 milhões passaram de 33 ao todo, em 2003, para 43 produtos em 2007, enquanto as importações passaram de apenas três produtos, com valores acima de US$ 10,0 milhões, para também 43 produtos, fazendo-o subir da categoria de médio para a de porto de grande porte.
Para quem gosta de fotos de navios
- Postado em 24/08/2009 às 20:03
Se você curte fotos de navios, seja de que tipo for, então o Vesseltracker pode ser uma opção interessante, com o bônus de poder acompanhar seus movimentos pelo mundo através de informações do AIS.
As fotos dos dois posts anteriores, sobre navios VLCS e ULCS, foram tiradas de lá.
Caso haja interesse, é possível abrir uma conta gratuita e botar Itajaí no mapa do Vesseltracker!
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