A Praticagem
marítima é uma atividade baseada no
conhecimento dos acidentes e pontos característicos
da área onde é desenvolvido. É
realizado em trechos da costa, em baías,
portos, estuários de rios, lagos, rios, terminais
e canais onde há tráfego de navios.
A principal razão da existência deste
serviço é proporcionar maior eficiência
e segurança à navegação
e garantir a proteção da sociedade
e preservação do meio ambiente.
Os práticos marítimos são profissionais
que executam este trabalho. Possuem grande experiência
e conhecimentos técnicos de navegação
e manobra de navios, bem como das particularidades
locais. Esta função é desenvolvida
a bordo dos navios para onde os práticos
são conduzidos por meio de lanchas que têm
padrões especiais para o transbordo seguro
do Prático.

A
existência oficial do prático remonta
ao Código de Hamurabi (Rei da Babilônia),
quarenta séculos passados, onde estavam legislados
seus deveres, ganhos e penalidades por eventuais
insucessos na condução das embarcações.
Os fenícios há cerca de três
mil e quatrocentos anos, já contavam com
Práticos que conheciam as costas do mar mediterrâneo.
Na literatura japonesa, o livro Kojiki, do ano 712
da era Cristã, pode ser encontrado referência
ao serviço de práticos, assim como
em outros registros históricos, onde contam
que práticos profissionais coreanos eram
empregados nos navios que transportavam mensageiros
japoneses para a China durante a Dinastia Tung,
enquanto esses navios trafegavam na Coréia,
em meados do século VIII.
O primeiro serviço de Praticagem
no Brasil foi criado com a rubrica do príncipe
regente D. João VI, no Decreto de 12 de junho
de 1808, na cidade do Rio de Janeiro, cujas características
foram preservadas até hoje, mas existem registros
anteriores do exercício dessa profissão,
desde os primórdios de nossa história
colonial. Somente em 1985 – Decreto n°
358 criou-se a Capitania Dos Portos. O regulamento
de 1908 – Decreto n° 6.446, no seu artigo
6°, subordina todos os práticos diretamente
ao Capitão dos Portos. Observa-se que o Serviço
de Praticagem é tão essencial e importante
que foi criado antes mesmo das Capitanias dos Portos.